quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Raiva II

E minha raiva continua... conforme vivo neste poço que me enfiaram. Quem dera se fosse um poço isolado de todos... Mas as pessoas vem e vão, em direção do meu esconderijo, e cutucam com uma vara, pra saber se estou lá parada, ou se fuji. Eu quero continuar lá, e porque esses homens vêm e me cutucam, pra saber se ainda existo? Eu quero morrer pra vocês! Vão se foder, bando de idiotas...
E cada dia que passa, descubro mais quem eu sou. Em questão de odiar as pessoas...
Odeio, e odeio mesmo. Afinal, me escondi por tanto tempo. Escondi meu ódio por tanto tempo; eu não queria que descobrissem o quanto eu odiava a humanidade, e também, o quanto eu me odiava. Ah, como me odeio... mas eu não sinto isso agora. Esse sentimento apenas está adormecido em mim. Mas eu me odeio, mas não sinto isso agora. Mas me odeio...
Enfim, senti essa tal raiva chegar em meu limite, como eu disse para Amâncio desse limite. Quero acumular toda a raiva possível, para poder explodi-la com muito mais vontade... E quem estiver por perto, vai sentir a minha "lama quente". E que quente...
Porém, quem me amará, ou quem me ama, não sentirá lama alguma. Sentirá o calor, é claro que, bem menos. Sentirá o calor como uma água morna em sua cabeça... Se sentirá bem. Não quero prejudicar essas (ou melhor: essa?) pessoa(s).
E hoje, posso dizer que, quem me ama, eu também amo.
E sem excessão. Antes, quem me amava, eu não amava... mas eu falo de AMOR, e não de GOSTAR. Mas o que posso fazer agora, que as pessoas me abandonam?
E aumenta minha raiva por isso... elas roubam tudo de mim, e vão assim, como se nada tivesse acontecido. Roubam minha inocência, o meu desejo. Disse tudo (ou quase tudo) que sentia, e eles levam para algum lugar desconhecido as minhas palavras... E o que farão com minhas falas? Apagarão, ou guardarão por querer? Ou ainda, deixarão permanecer em seu subconsciente?
Como pude deixar isto acontecer... Logo eu, rainha das dores, em que tinha controle dos sentimentos de quem me interessavam... logo eu, que sempre amei demais, mas sempre na hora errada... logo eu que, dei tanto sofrimento às pessoas, e essas me amavam mesmo assim.
Logo eu, que amo.
Pegaram de mim tudo que havia de bom, e foram embora... Na verdade, quem fez isso, foi apenas 1 pessoa.
Por que acha que não sei mais quem sou? Nem sei porque vivo... não tenho mais motivação. Nada tem mais valor.
Não sou mais quem eu sabia que era, pois me levaram O MEU PRÓPRIO EU. LEVARAM QUEM EU SOU. E deixaram apenas meu corpo, e um pouco de pensamento (para pensar nessa pessoa) e raciocínio (para poder estudar, e falar, pelo menos, com alguém.)
Pois deveria ter levado tudo! E só ter deixado meu corpo, e minha irracionalidade.

Eu te amo.
Você provoca minha raiva, perante a humanidade...
E és o único que eu não odeio.


Flores aos rebeldes que falharam

Por tantas vezes pensei saber o que fazer
Mas sempre acabei por tomar cuspido em minha cara tudo o que acreditei
E já não posso suportar
Já não consigo acreditar que vai ser diferente ou vale a pena tentar
Carregamos tantos vícios que já não há virtudes pra contar
Cultivamos precipícios em que despencamos sem pensar
E a história não para e não procuramos saber se realmente queremos viver sem aprender
Como pude ser tão idiota e voltar se tantas vezes eu errei
Como pude segurar em suas mãos se eu sei
Sei que você vai me largar e que não vai adiantar o gosto amargo nunca vai passar
Carregamos tantos vícios que já não há virtudes pra contar
Cultivamos precipícios em que despencamos sem pensar
E nunca conseguimos nada
Todos sonhos que tivemos condenamos ao esquecimento e ao nosso próprio desprezo
E nós que tanto lutamos, tanto sofremos e erramos, acabamos por achar tudo aquilo sem graça demais
De nada vai adiantar fingir certeza em seu olhar
Se toda vez terminamos por recolher os cacos que restaram de nossa auto-estima
Quando outra vez plantamos cinzas que nunca vão florescer no jardim de nossos sonhos...



Tem momentos que penso que você pensa exatamente o que se passa nessa letra.

Eu ainda tenho esperança... e posso estar esperando o que não vai vir.


Acho que é sua vez de jogar

Anita diz:

Já não é mais o mesmo...

Gray diz:
Então por que insistir em remar em vão?
Quando remos sem pás não conseguem mais nos mover?
Quando o silêncio não deixa respirar,
Nem a amarga brisa toma o lugar do vazio, Um de nós, não sei quem, diz: é infinita a dor
Ao sentir que...

Já não sei se restou algo no ar...
Já não sei se restou algo no ar...
E já não sei se há algo mais a perder. (x2)

Anita diz:
Quem me dera teus olhos pudessem ver por trás dos meus,
Agora que nossos mundos estão tão distantes mesmo perto de ti,
Por mais que estenda meus braços não mais posso te tocar,

Gray diz:
Não mais sou capaz de esconder que estou cansado demais pra lutar...
E que por vezes eu quis tanto, que meu corpo sumisse no ar...
Só pra não ter que escolher...
Só pra não ter que voltar...


Gray e Anita dizem:
Já não sei se restou algo no ar...
Já não sei se restou algo no ar...
E já não sei se há algo mais a perder. (x2)

Já não sei...
Já não sei...

Mas nos amamos... e dizemos o que se parece que é provável. Porém, ele pode não ser, se querermos. Se tentarmos.

Já disse que quero voltar?

Nenhum comentário:

Postar um comentário