domingo, 7 de junho de 2009

O falso casal - prelúdio

Anos e anos se passaram... e só agora fui descobrir que, realmente, sem justificativas, sou uma humana. mas porquê isso? não me sinto na vontade de falar o porque, nem muito menos explicar como cheguei a essa conclusão. isso porque, À alguns minutos, minha vida se tornou intensamente alegre, por parte de boa companhia.
Discussões... palavras chaves aparecem para mim! e eu me lembro da professora de metep falando disso. não quero lembrar das minhas tarefas, dos meus problemas, das minhas decisões que preciso tomar! deixei muitas decisões de lado, apenas para estudar. mas quando lia, elas retomavam à minha mente para que eu terminasse logo o meu dever de escolhê-la.
Quando desejo tanto uma coisa... parece que ela será sempre infinita, parece que sempre vou querÊ-la e sempre será essencial em minha vida. melhor você não acreditar nisso, humano. afinal, somos todos animais, seguimos instintos e, quando realizamos um desejo nosso, simplismente ele acaba e nasce outro, que tb tende a querer ser realizado. o forte querer das coisas nos faz procurar como loucos uma solução para que tênhamos esse prazer! foi isso que fiz... será então, uma qualidade procurar essa solução? meu desejo maior era uma pessoa.
e eu lia coisas sobre essa pessoa, procurava saber tudo sobre essa pessoa, corria atrás, rastejava-me.
para quê?
para matar a minha fome. sim, tratando-me como um animal. é o que somos. é o que descobri o que sou. mas não por muito tempo, pois só ultimamente tenho sido assim.
me lembro do mundo das caveiras! do mundo das trevas, da ressurreição... era meu mundo, pequeno e fúnebre, mas era. sempre foi à esmo pensar que eu valia alguma coisa...
e agora, quando consigo o que quero, PUF. CONSEGUI! mas foi tão fácil assim?
amo pra c**** esse menino que me quer [e que eu não mereço]! mas me sinto perdida na neve! como se o final estivesse no fim, e como minha cabeça voltasse a filosofar no frio da solidão...
e eu fico a insistir pra mim mesma que o final está no fim. saudade da solidão que eu tinha, e desses monstros que me ajudavam contigo [coisas que você não acredita].
eles exploravam meu corpo em troca do que eu queria... que era um homem, um homem fixo, para que eu pudesse atender à todos os seus pedidos, à todas as suas preces e socorros. Agora era minha vez de ser tua escrava. demônia. estranha.
e eu abandonaria a minha fama de rainha da dor.
que dor teríamos, se seria pura paz?
que dor teríamos, se viveríamos entre jardins?
que dor teríamos... se um dia acabasse.
os monstros não me violentavam. não usavam meu corpo. apenas me faziam companhia, para que o meu choro se contesse, e eu não chegasse ao ponto de chorar sangue por sua falta. extrema falta fez, meu rapazinho. meu homem que agora quer vestir terno, pra se tornar um rei. já és um rei, falta sentar no seu trono.
E minha professora falava sobre expressão...
e quando fala em quarto. OMG.
olha bem pra minha cara
e fala: "[...]...E sabe aquelas horas quando você está no seu quarto, de joelhos, chorando em quatro paredes, por causa de alguém espcial, quando esse alguém não pode lhe ver? E se visse, te maltrataria ainda mais, pois gostaria de ver você sofrendo...[...]"
não foi a toa falar isso bem na minha cara. sabendo que existia naquela sala, 30 alunos.
e para apenas à mim, ela fala.
como se soubesse tudo o que aconteceu comigo. sobre como ela estivesse recitando o que eu vivi, à dias atrás!
tanto sofrimento por alguém! muito desprezo por mim mesmo, e pelo meu amado! tanto choro... tanto sofrimento... tanto...tanto... tantas coisas que nem sei explicar!
a cada dia eu sentia meu coração diferente. às vezes esmagado, ou triturado, ou amassado, ou cortado, rasgado...
o amo muito e não quero perder-te de vista. quero deixar de ter essa idéia de ser humana.
comecei a pensar isso pois, me considerei ser esse ser, pelo fato de ter saciado o meu forte desejo de te-lo, e agora me sentir normal. como se tudo estivesse bem. como se eu não tivesse mais nada pra fazer.

Ana Emília e Euclides... coisa de louco.
leio a história de vocês, e comparo com a minha vida. atitudes sem noção! Como existe amor... com traições? como dormir todos os dias com a mesma pessoa, no mesmo quarto e na mesma cama, com alguém que já não é o mesmo com voce. com alguém que tocou outro corpo, sabendo que tocavas um que sempre foi seu. tocar um corpo... sabendo que suas mãos pertenciam a outras carnes!
e minha criatividade virá... um novo conto nascerá.

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