quinta-feira, 16 de julho de 2009
Corredor.
Com o que começar, se vários pensamentos se passam por minha cabeça... nem eu consigo organizá-los, pois são muitos. infinitos.
Deitei-me ao colchão lá fora, e coloquei-me a pensar... pensar em quê? se o que eu estava era desejando... o vento passava por minhas costas, mas eu não sentia frio. parecia que estava lá comigo, me esquentando, de alguma forma. de um jeito impossível... Ainda não dá pra acreditar que é verdade. talvez nem seja. mas discerto, você tentará fazê-lo verdade...
e pior será se tentar fazê-lo. nem dá pra imaginar a desgraça... aliás, dá sim. já estou vivendo parte dela.
No colchão, imaginava os corredores daquele antigo colégio... em que eu costumava correr quando estava sozinha. nem eu sei o que pensava, mas gostaria de lembrar. mas não pensava em ninguém, que eu supostamente sentisse algo forte... pensava mesmo era nas lindas paisagens, na vida extraordinária em que tudo nasce e morre, nas minhas asas que tanto voavam entre os corredores e assopravam as portas como pó... nos meus ultrapés que corriam feito vento... mas nunca em ninguém. e agora comparo tudo isso com hoje. tentei misturar as duas realidades, e não percebi semelhança. mas eu sei que existe alguma, se quer uma, para completar esse enigma.
e ainda essa minha vontade de correr, do passado, me faz lembrar da calmaria que eu tinha, ao me sentar sobre o morro da grama. Por nenhum motivo em específico, certo dia me deu vontade de sentir o frio. já que eu nunca optava por ele... então, me ergui do sofá, abri o portão, e fui até o grande morro plano. e lá a grama pisada e seca me esperava...como um colchão. e eu vestia exatamente a camiseta que eu estou vestindo agora.
O vento soprava, às veses forte, às vezes fraco... e fiquei lá quase meia hora, em profunda meditação. foi um dos melhores momentos de minha vida... em que nem sei direito no que pensava, mas o vento frio me tranquilizava. para quê querer sentir o frio? para se acostumar com ele, caso não haja o calor? talvez, talvez... e só penso em você, a qualquer momento que lembro de minha vida. mesmo quando você não participou desses momentos...
Por que penso tanto em você? Por que desejei tanto você? Por que te amo tanto? Respostas não-difícieis de se responder... basta pensar um pouco.
Meu Deus... posso ter escolhido o pior o caminho, porém, o mais intenso.
sei que não me abandonou... sei que não é o fim. sei que não existe um adeus, para nós... pois dois corações que se amam, procuram um ao outro, quando precisam de ajuda. e não sei qual de nós fará isso primeiro. Acho eu, que não serei eu, pois levarei, provavelmente, uma patada de suas grandes mãos negras... bom seria.
Te amo tanto, que quase fiz o que me pediste... mas não existe cabimento. um dia enxergarás...
E nem preciso dizer adeus. pois ainda meu coração continua de portas abertas para nós... eternamente, sem exclusão.
K♥
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Great video. Thanks for posting this one. I really like it. Keep it up :)
ResponderExcluirImitation Watches